4.2. PRODUÇÃO, DISTRIBUIÇÃO, CONSUMO E CIRCULAÇÃO

        O circuito da mercadoria decifrado por Marx se divide nas etapas básicas da produção, distribuição, consumo e circulação. Se na modernidade o autor identificou este circuito para entender melhor o caminho da mercadoria, agora na pós-modernidade, identificamos estes mesmos passos a serem percorridos, mas na produção de Software Livres.

        São diversos os projetos em GNU Linux que existem. Dentro os mais conhecidos temos no Brasil o APLINUX, Fedora, Sacix, Console Linux, DreamLinux e o Kurumin Linux, como uns dos exemplos de maior utilização. No resto mundo as distribuições dos SOs GNU Linux mais utilizadas são, o Ubuntu, Debian, Mandriva, Suse Linux, Slackware Linux, Red Hat Enterprise, Madriva Linux, Gentoo Linux e o Fedora1. A partir de espaços materiais, que são as bases para a distribuição, os Projetos se articulam usando a internet para disponibilizar os Softwares de código aberto na rede. Sempre será a partir de um computador, o processo de atualização e investigação (estudo) de um determinado Software. Mesmo que sejam 3 mil desenvolvedores produzindo atualizações em rede, estarão fazendo este serviço, mesmo que voluntário, a partir de uma máquina, seja ela pessoal, ou não.

        Já a distribuição dos SOs Livres acontecem direto dos sites dos projetos ou de espelhos de outras instituições ou locais do espaço cibernético, onde qualquer pessoa pode fazer o download dos Softwares e dos SOs Livres. Juntamente com a distribuição acontece a circulação do produto que é o Software Livre. Estas duas etapas se imbricam numa só, pela velocidade que a internet propicia desconstituindo atravessadores.

        O consumo do Software livre praticamente não existe pela possibilidade de aquisição gratuita, assegurada pela definição das quatro liberdades básicas que regram a produção do Software Livre desde o seu Nascimento como o projeto GNU de Richard Stallman.

        Para sintetizarmos a Lógica Econômica do Software Livre, saliento que a Produção compartilhada e em rede que procede das comunidades centralizadas nos projetos de cada Sistema Operacional, põe em prática a inteligência coletiva e dissemina o pólo da produção fazendo com que ela se desterritorialize. Da mesma forma que é fácil a produção em rede, mais fácil ainda, é a distribuição e a circulação dos Softwares de código aberto pela característica híbrida e veloz das redes de computadores ligadas à internet.

1 Informações extraídas do site <http://old.lwn.net/Distributions/&gt;

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